
Os Maias habitaram uma região da América do Sul e os primeiros indícios da civilização Maia ocorreram há mais de 3000 anos. Mesmo vivendo apenas da agricultura, os Maias são considerados detentores da mais sofisticada e bela arte do Novo Mundo antigo, além de terem construído edifícios notáveis como palácios, pirâmides, templos e observatórios astronómicos. Os Maias desenvolveram ainda uma escrita hieroglífica e na matemática possivelmente desenvolveram o conceito do “zero” séculos antes do Velho Mundo. Na astronomia mapearam as fases e cursos de diversos corpos celestes, especialmente da Lua e Vénus.
Antes da terrível chegada dos espanhóis, este povo, foi incorporado pelo Império Asteca, por volta do século XV, mas só em 1697 é que a última cidade foi subjugada pelos espanhóis, devido a forte resistência, fazendo com que a cultura Maia clássica entrasse em decadência nos séculos XVIII e XIX.
O Popol Vuh é um dos poucos livros que restaram da grande civilização Maia e de acordo com este mesmo livro estaríamos actualmente a viver a quarta fase da criação.
É muito difícil duvidar da capacidade astronómica deste povo, que sem instrumentos do século XVI da Europa, conseguiram calcular um ano solar de 365,2420 dias, fazendo assim deles mais exactos e pioneiros que os Europeus. Porém, as profecias dos Maias podem ser interpretadas como uma nova Era para a humanidade e não o seu extermínio, já que existem inscrições de previsões até para o ano de 4772.
O calendário Maia é ao certo um sistema de calendários distintos usados pela civilização Maia e actualmente por alguns povos nas regiões montanhosas da Guatemala. E segundo alguns historiadores o fim do calendário ocorrerá no dia 21 de Dezembro de 2012. O significado desta data prevê o término do ciclo actual, no entanto, muitos especialistas nesta civilização discordam desta interpretação apocalíptica, argumentando que a data corresponde apenas à restauração do calendário.
Os Maias tinham uma concepção diferente da estrutura europeia de tempo e espaço, pois para eles, tempo e espaço eram unidos e não estão em linha recta, mas em ciclos que se repetem. Por isso é que a previsão do futuro para este povo poderia ser vista ao descobrir o passado e transportar os eventos para um ciclo futuro. Daí esta civilização ter várias profecias:
- A primeira profecia: é o princípio do tempo não-tempo, que teve início em 1992. Nessa data, o homem começou a fazer mudanças nas suas atitudes e consciência, abrindo a sua mente a tudo o que existe. Este mesmo período teve duração de 20 anos, no qual a humanidade entra num período de grande aprendizagem e transformação. Após sete anos (a partir de 1999) começa um período de escuridão, em que cada indivíduo se auto-analisará, iniciando-se um processo de libertação do sofrimento.
- A segunda profecia: afirma que a resposta a tudo, está dentro de cada indivíduo e que o seu comportamento determinará o seu futuro. Confirma ainda que a partir do eclipse solar de 11 de Agosto de 1999 o comportamento da humanidade terá grande transformação. Ou seja, esta profecia sugere dois caminhos: um de compreensão e tolerância e outro de medo e destruição, sendo o caminho a seguir escolhido por cada um.
- A terceira profecia: aponta para uma grande mudança na temperatura, produzindo transformações climáticas, geológicas e sociais numa magnitude nunca antes vista e bastante rápido. Uma delas será decorrente do próprio Homem, devido à sua falta de consciência em cuidar e proteger os recursos naturais do planeta e as outras geradas pelo próprio Sol, o qual intensificará a sua actividade pelo aumento de vibrações.
- A quarta profecia: relata que a conduta anti-ecológica do Ser Humano e o aumento da actividade solar irão causar o derretimento dos pólos. Os Maias ainda apontam que, de acordo com os seus estudos, a cada 117 voltas do planeta Vénus, o Sol sofre novas alterações com grandes explosões e ventos solares, o que coincide com o final deste ciclo.
- A quinta profecia: todos os sistemas que se baseiam no medo, sofrerão uma drástica mudança junto com o planeta e o Homem passará por uma transformação para dar caminho a uma nova e harmoniosa realidade. Os sistemas irão falhar e o Homem terá de olhar para si a fim de encontrar uma resposta para reorganizar a sociedade e continuar o caminho à evolução.
- A sexta profecia: mostra que nos anos finais aparecerá um cometa cuja trajectória pode pôr em perigo a existência do Homem. Para os Maias, Deus é a presença de vida, apresentada em variadas formas e está em tudo, considerando assim o cometa como um agente de mudança.
- A sétima profecia: esta última profecia aponta que entre os anos 1999 e 2012, uma luz emitida do centro da Galáxia sincronizará todos os seres vivos e permitirá que voluntariamente iniciem uma transformação interna que produzirá novas realidades. Os limites desaparecerão, uma nova Era de luz e transparência terá início e as mentiras desaparecerão.
Em suma, os Maias não formavam um povo único, sendo assim uma reunião de diferentes grupos étnicos e linguísticos, daí terem atingido um grau de evolução muito elevado, no que se refere ao conhecimento matemático e astronómico, capaz de se sobrepor facilmente às culturas europeias da mesma época e até mesmo de séculos mais avançados. Quanto à sua arte, expressou-se sobretudo na arquitectura e na escultura. As suas monumentais construções eram adornadas com elegantes esculturas e relevos, erguendo pirâmides, templos e palácios, demonstrando o seu grande avanço arquitectónico. Relativamente à sua economia, esta era baseada na agricultura, principalmente de milho, feijão e outros tubérculos, sendo as suas técnicas de irrigação do solo muito avançadas para a época. Praticavam ainda comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império. Já na sua religião este povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza, dando uma grande importância ao bem-estar da natureza.
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