quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Simbologia do calendário Maia


Os Maias habitaram uma região da América do Sul e os primeiros indícios da civilização Maia ocorreram há mais de 3000 anos. Mesmo vivendo apenas da agricultura, os Maias são considerados detentores da mais sofisticada e bela arte do Novo Mundo antigo, além de terem construído edifícios notáveis como palácios, pirâmides, templos e observatórios astronómicos. Os Maias desenvolveram ainda uma escrita hieroglífica e na matemática possivelmente desenvolveram o conceito do “zero” séculos antes do Velho Mundo. Na astronomia mapearam as fases e cursos de diversos corpos celestes, especialmente da Lua e Vénus.
Antes da terrível chegada dos espanhóis, este povo, foi incorporado pelo Império Asteca, por volta do século XV, mas só em 1697 é que a última cidade foi subjugada pelos espanhóis, devido a forte resistência, fazendo com que a cultura Maia clássica entrasse em decadência nos séculos XVIII e XIX.
O Popol Vuh é um dos poucos livros que restaram da grande civilização Maia e de acordo com este mesmo livro estaríamos actualmente a viver a quarta fase da criação.
É muito difícil duvidar da capacidade astronómica deste povo, que sem instrumentos do século XVI da Europa, conseguiram calcular um ano solar de 365,2420 dias, fazendo assim deles mais exactos e pioneiros que os Europeus. Porém, as profecias dos Maias podem ser interpretadas como uma nova Era para a humanidade e não o seu extermínio, já que existem inscrições de previsões até para o ano de 4772.
O calendário Maia é ao certo um sistema de calendários distintos usados pela civilização Maia e actualmente por alguns povos nas regiões montanhosas da Guatemala. E segundo alguns historiadores o fim do calendário ocorrerá no dia 21 de Dezembro de 2012. O significado desta data prevê o término do ciclo actual, no entanto, muitos especialistas nesta civilização discordam desta interpretação apocalíptica, argumentando que a data corresponde apenas à restauração do calendário.
Os Maias tinham uma concepção diferente da estrutura europeia de tempo e espaço, pois para eles, tempo e espaço eram unidos e não estão em linha recta, mas em ciclos que se repetem. Por isso é que a previsão do futuro para este povo poderia ser vista ao descobrir o passado e transportar os eventos para um ciclo futuro. Daí esta civilização ter várias profecias:
  • A primeira profecia: é o princípio do tempo não-tempo, que teve início em 1992. Nessa data, o homem começou a fazer mudanças nas suas atitudes e consciência, abrindo a sua mente a tudo o que existe. Este mesmo período teve duração de 20 anos, no qual a humanidade entra num período de grande aprendizagem e transformação. Após sete anos (a partir de 1999) começa um período de escuridão, em que cada indivíduo se auto-analisará, iniciando-se um processo de libertação do sofrimento.
  • A segunda profecia: afirma que a resposta a tudo, está dentro de cada indivíduo e que o seu comportamento determinará o seu futuro. Confirma ainda que a partir do eclipse solar de 11 de Agosto de 1999 o comportamento da humanidade terá grande transformação. Ou seja, esta profecia sugere dois caminhos: um de compreensão e tolerância e outro de medo e destruição, sendo o caminho a seguir escolhido por cada um.
  • A terceira profecia: aponta para uma grande mudança na temperatura, produzindo transformações climáticas, geológicas e sociais numa magnitude nunca antes vista e bastante rápido. Uma delas será decorrente do próprio Homem, devido à sua falta de consciência em cuidar e proteger os recursos naturais do planeta e as outras geradas pelo próprio Sol, o qual intensificará a sua actividade pelo aumento de vibrações.
  • A quarta profecia: relata que a conduta anti-ecológica do Ser Humano e o aumento da actividade solar irão causar o derretimento dos pólos. Os Maias ainda apontam que, de acordo com os seus estudos, a cada 117 voltas do planeta Vénus, o Sol sofre novas alterações com grandes explosões e ventos solares, o que coincide com o final deste ciclo.
  • A quinta profecia: todos os sistemas que se baseiam no medo, sofrerão uma drástica mudança junto com o planeta e o Homem passará por uma transformação para dar caminho a uma nova e harmoniosa realidade. Os sistemas irão falhar e o Homem terá de olhar para si a fim de encontrar uma resposta para reorganizar a sociedade e continuar o caminho à evolução.
  • A sexta profecia: mostra que nos anos finais aparecerá um cometa cuja trajectória pode pôr em perigo a existência do Homem. Para os Maias, Deus é a presença de vida, apresentada em variadas formas e está em tudo, considerando assim o cometa como um agente de mudança.
  • A sétima profecia: esta última profecia aponta que entre os anos 1999 e 2012, uma luz emitida do centro da Galáxia sincronizará todos os seres vivos e permitirá que voluntariamente iniciem uma transformação interna que produzirá novas realidades. Os limites desaparecerão, uma nova Era de luz e transparência terá início e as mentiras desaparecerão.

Em suma, os Maias não formavam um povo único, sendo assim uma reunião de diferentes grupos étnicos e linguísticos, daí terem atingido um grau de evolução muito elevado, no que se refere ao conhecimento matemático e astronómico, capaz de se sobrepor facilmente às culturas europeias da mesma época e até mesmo de séculos mais avançados. Quanto à sua arte, expressou-se sobretudo na arquitectura e na escultura. As suas monumentais construções eram adornadas com elegantes esculturas e relevos, erguendo pirâmides, templos e palácios, demonstrando o seu grande avanço arquitectónico. Relativamente à sua economia, esta era baseada na agricultura, principalmente de milho, feijão e outros tubérculos, sendo as suas técnicas de irrigação do solo muito avançadas para a época. Praticavam ainda comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império. Já na sua religião este povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza, dando uma grande importância ao bem-estar da natureza.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Simbologia das Runas

As Runas são um conjunto de alfabetos que usam letras características e eram usadas para escrever as línguas germânicas, principalmente nas ilhas Britânicas. As inscrições de runas mais antigas datam de cerca do ano 150 e nessa altura dava-se às runas um poder de canalizar as forças mentais, de projectar a mente da pessoa num nível mais amplo de consciência e a captação de conhecimentos ocultos, daí este tipo de linguagem estar sempre relacionado com os Druidas.
Já um antigo historiador dizia: “Quando estudamos sobre os druidas, temos de esquecer a nossa razão e embarcar num mundo diferente, mágico, fantástico, de um povo incrível e misterioso.” E é isso que vos peço.

A palavra Druida é de origem céltica, que segundo o historiador romano Plínio, esta está relacionada com o carvalho, que na verdade era uma árvore sagrada para este povo. Os druidas foram membros de uma elevada linhagem de Celtas que ocupavam o lugar de juízes, doutores, sacerdotes, adivinhos, magos, médicos, astrónomos, entre outros, mas que evidentemente não constituíam um grupo étnico dentro do mundo Celta. As mulheres célticas possuíam de mais liberdades e direitos do que as de outras culturas contemporâneas, incluindo-se o direito de participarem nas batalhas e de solicitarem o divórcio mas dentro da cultura druídica, a mulher tinha um papel ainda mais preponderante pois era vista como a imagem da Deusa.
No contexto religioso, os druidas eram sacerdotes e sacerdotisas dedicados ao aspecto feminino da divindade, a Deusa Mãe. Porém, admitiam que todos os aspectos expressos a respeito da Divindade eram ainda percepções imperfeitas do Divino.
Desde o domínio romano, instigado pelo catolicismo, a cultura druida foi alvo de severa e injusta repressão, que fez com que fossem apagados quaisquer tipos de informação a respeito dela, embora que na história de Roma se conste que Júlio César reconhecia a coragem que os druidas tinham em enfrentar a morte em defesa dos seus princípios. Antes da sua erradicação, os druidas dominavam quase todas as áreas do conhecimento humano, chegaram a cultivar a música, a poesia, sendo conhecedores da ciência dos cristais e tinham até notáveis conhecimentos de medicina natural, de agricultura e astronomia, possuindo também um avançado sistema filosófico.
O povo celta tinha uma tradição eminentemente oral, não fazendo uso da escrita para transmitir os seus conhecimentos fundamentais (daí grande parte da informação sobre esta nação se ter perdido), embora possuíssem uma forma de escrita mágica conhecida pelo nome de runas. Mesmo não usando a escrita para gravar os seus conhecimentos eles possuíam sabedoria suficiente a ponto de influenciarem outros povos e assim marcarem profundamente a literatura da época, criando uma espécie de aura de mistério e misticismo.
A Igreja Católica demonstrou grande ódio aos Druidas que, como outras culturas, foram considerados pagãos, bruxos terríveis, magos negros que faziam sacrifícios humanos e outras coisas cruéis. Na realidade nada disso corresponde à verdade, pois quando os primeiros cristãos chegaram àquela região, foram muito bem recebidos.
A religião druida na realidade era uma expressão mais mística da religião céltica e a doutrina céltica, basicamente enfatizava a Terra e a Deusa Mãe, enquanto que os Druidas mencionavam diversos deuses ligados às formas de expressão da natureza. Eles enfatizavam igualmente o mar e o céu, acreditando na imortalidade da alma, que chegava ao aperfeiçoamento através das reencarnações (uma crença bastante idêntica ao Budismo, não esquecendo que o Budismo foi criado bastantes anos depois da erradicação dos Druidas). Eles admitiam como certa a Lei de causa e efeito, diziam que o homem era livre de fazer tudo aquilo que quisesse fazer mas que com certeza cada um era responsável pelo próprio destino, de acordo com os actos que livremente praticasse. Ou seja, toda a acção era livre, mas traria sempre uma consequência, boa ou má, segundos os actos praticados. Mas mesmo sendo livre, o homem também respondia socialmente pelos seus actos, pois existia pena de morte aplicada aos criminosos perversos (pedófilos, violadores e afins). A Igreja Católica acusava os Celtas e os Druidas de serem bárbaros, por sacrificarem os criminosos de forma sangrenta (talvez esquecendo-se que também ela matava, queimando pessoas vivas, sem haver provas de que tinham cometido crimes, apenas por questão de fé ou por praticarem rituais diferentes… sendo assim pura ironia).
A crença céltica e druida diziam que o homem teria ajuda dos espíritos protectores e a sua libertação dos ciclos reencarnatórios seria assim mais rápida. Cada pessoa tinha a responsabilidade de passar os seus conhecimentos adiante para as pessoas que estivessem aptas a entenderem a Lei de causa e efeito (também conhecida actualmente como a Lei do Karma). Esta crença não admitia que a Divindade pudesse ser adorada dentro de templos constituídos por mãos humanas, assim faziam dos campos e das florestas, principalmente onde houvesse antigos carvalhos, os locais das suas cerimónias (daí se especular que as ruínas de Stonehenge, entre outras, eram utilizadas pelos druidas). Enquanto que em alguns dos festivais célticos os participantes o faziam sem vestes próprias, os Druidas, por sua vez usavam túnicas brancas, sempre formando os círculos mágicos visando a canalização da força.
A mais popular das expressões religiosas dos celtas, nos nossos dias, constitui-se a Wicca, que o Catolicismo fez empenho em descrever, mais uma vez, como um conjunto de rituais satânicos.
Em forma de conclusão, é interessante ver que de uma única religião, que supostamente segundo a Igreja Católica era uma religião satânica e bárbara, foi por base de muitas outras religiões que nos nossos dias conseguimos ver que são das religiões mais pacifistas, como por exemplo, o Budismo e as Wicca. Daí, nos nossos dias, quando olhamos para a crença Druida, sentimos uma perda pois era uma religião pacifista e rica em conhecimentos.
Para que isto não volte a acontecer, deveríamos aprender com os nossos erros. É esse um dos objectivos da Simbologia, conseguirmos aprender com povos antigos ou com feitos anteriores, para tornarmos o nosso futuro, um futuro melhor para todos, em união, respeitando as diferenças de cada um.

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Simbologia na prática - Imagem 7

Instrumentos musicais – simbolizam a harmonia da Natureza e o pulsar da vida. São ainda identificados com a guerra, bem-estar espiritual ou celebração.
  • Guitarra – é um símbolo fálico moderno, isto é, um símbolo fálico é basicamente um falo, o órgão masculino erecto, sendo símbolo de fertilidade e força. A guitarra é considerada desde o advento do rock como símbolo de rebelião e juventude, podendo representar também a virilidade masculina.
Trajes e costumes – as roupas enviam mensagens visuais sobre quem somos, de onde viemos e quais os nossos desejos. Muitas pessoas em várias partes do mundo vestem-se de acordo com estilos tradicionais que reflectem os seus valores culturais, gostos pessoais e são símbolo da sua nacionalidade.
  • Jeans – tornaram-se no símbolo idealizado do vestuário confortável, sendo agora usadas em todo o lado e simbolizam a igualdade social e de sexo.
  • Sapatilhas – foram inicialmente concebidas como sapatos de desporto e evoluíram rapidamente para a categoria de peças de moda, usadas tanto por homens como mulheres.


Análise global – Imagem 7

Esta imagem, faz representação duma figura dos dias de hoje, tanto pelo seu traje como pela sua linguagem corporal. Temos, em primeiro lugar, um instrumento musical, sendo este um instrumento de cordas, representa os sons do céu (enquanto que os instrumentos de percussão são associados à revelação, êxtase e verdade divina). No entanto, a guitarra em si é um símbolo fálico moderno, ou seja, um símbolo moderno da virilidade masculina, e associando ao traje, este símbolo torna-se ainda mais proeminente. A imagem em si, torna-se rica em simbologia sexual, mesmo até, pela linguagem corporal que se consegue ver.
 

©2009 SIMBOLOGIA | by TNB